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domingo, 13 de abril de 2014

A extinção da humanidade

Na parede o sinal da cruz.
Que porra é essa? Que mundo é esse? Onde está Jesus?
Aquelas perguntas não partiam de um homem sem fé,mas de um homem assustado e reprimido.
O que estava acontecendo? O mundo estava ao contrario e ninguém reparou...
Os tiros haviam atingido aquele homem de forma certeira, não adiantava socorre-lo. Estava morto.
Estamos tão acostumados a viver, que nem reparamos que a morte esta sempre a espreita...

Todo mundo vai morrer, isso é certo, mas ninguém esta disposto a encarar a face da morte, ainda mais agora, que ela se apresentava de uma maneira tão brutal e violenta.
O mundo nunca foi seguro, mas é perigoso sair de casa hoje em dia.
Os homens fazem justiça com suas próprias mãos, a sua maneira, pelos motivos que lhe convêm.
O ser humano vinha perdendo cada vez mais a sua humanidade, ou pior, algum dia o homem já possuiu esse sentimento?
O corpo alvejado no chão fazia com que aquele homem assustado pensasse que não.
Guerras, luxo, desigualdade, pobreza, fome, extravagancia...
A ambição desumana o ser.
Triste é ver quer nós acostumamos com tal brutalidade e sempre procuramos motivos para justifica-las.
"Alguma coisa ele fez." "Ninguém morre de graça." " Aqui se faz aqui se paga."
Essas frases já pareciam soar como bordões...
Um tiro na cabeça de alguém realmente é a melhor forma para se resolver algo? Mesmo tendo ele roubado, traficado, ou algo do tipo?
Que porra é essa? Que mundo é esse? - Perguntou o dono daquela mente assustada, percebendo que as atrocidades feitas pelo homem acabavam por abalar a fé em dias melhores, cultivadas pelas pessoas de bom coração.
Era preciso orar. - Constatou ele pondo-se de joelhos, pedindo para que a humanidade do homem não fosse extinta.
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