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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Psicologar...


Acordar, engolir,correr, ônibus, metrô, lotação, aperto.
Trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Engolir.
Trabalhar, trabalhar, trabalhar...
Ônibus, metrô,lotação, aperto.
Cansaço, muito cansaço...
Dormir.
Acordar, engolir, correr...
Enfim, tudo de novo.
Eu observava atentamente a rotina do papai e ria por dentro.
Alguns me achavam louco por brincar com amigos imaginários. Uma vez, ouvi a amiga da mamãe aconselha-la a me levar a um medico. Talvez eu precisasse mesmo de um, mas não por causa do meu amigo imaginário.

Acredito estar comendo porcarias demais para alguém em minha idade, mas eles não se importam com isso.
Agora, vira e mexe, o assunto é meu amigo imaginário. Não conseguia entender o porque. Que mal ele havia feito?
Já estava decidido, a mamãe iria me levar num tal de psicologo...
Acham que eu estou louco. Mas quer saber? Acho que quem pirou foi o papai.
Não seria uma loucura viver para trabalhar? Lembro-me que na escola me ensinaram justamente o contrario.
Eu aprendi errado?
Estava decidido,eu iria mesmo nesse tal psicologo. Vai ver nem seja tão ruim assim,pelo menos terei alguém para conversar...
Na verdade, agora eu já penso que eu esteja realmente louco, e o papai também.
Talvez fossemos todos loucos, tentando provar apenas um pouco de sanidade para os outros.
Contudo, ainda acho o papai mais louco do que eu, afinal, qual o sentido de viver para trabalhar?
Perguntava eu olhando para meu amigo imaginário...

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