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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As crônicas do amor: O Cientista



A ultima mala estava pronta. Ele, finalmente, estava preparado para partir, contudo sentia que precisava voltar ao inicio.
Antes da partida algo precisava ser feito.
Não demorou muito para que ele estivesse naquela praça, que por tantas vezes testemunhou o seu amor. Será que ao menos ela, tenha sido capaz de entender o seu jeito de amar?
Aquilo não importava mais, ele tinha voltado porque queria dizer o quão amável ela era e como havia sido importante a sua presença ali, por todo aquele tempo, mas ele não era bom em falar e ninguém entendia seus gestos.
Ele era um desastre!
Aquele inventor de amores havia criado diversas maneiras de dizer eu te amo. Nenhuma delas havia funcionado. Ele era um cientista fracassado.
Aquele amor acabou ruindo por conta da incompreensão. Dele? Dela? Isso não importava!
O amor havia ruído e isso, por si só, já era ruim. Não era necessário encontrar culpados e sim uma salvação.

Ninguém disse que seria fácil, mas lá estavam eles, de volta ao inicio, prontos para se despedirem.
Nessa história complicada, me pergunto onde seria o inicio ou o fim, e, se for verdade que o amor nunca morre, então é provável que eu nunca chegue a uma conclusão...
Mas o fato é que, diante daquela despedida, o cientista estava disposto a criar mais um amor e, assim, adiou a sua partida, guiando-a e protegendo-a , zelando pelo seu coração, enquanto enfrentavam as tormentas da vida.
Creio que tenha sido essa a forma que ele havia encontrado para agradecer por tudo o que ela fez, se mantendo por perto, mesmo tendo que partir, mas agora, diante daquela encruzilhada, ele sabia que não poderia mais adiar aquele momento.
Ninguém disse que seria assim tão difícil e agora eles precisavam seguir os seus próprios caminhos. Sozinhos.
Mas enquanto a acompanhou, o cientista tratou de limpar o coração da sua amada, preparando-a para que pudesse encontrar e acreditar em um novo amor.
No fim, o cientista não havia deixado aquele amor morrer, ele o reciclou, mudou sua forma, sua intensidade.
O amor do cientista continuaria ali, mesmo na sua ausência, prezando para que ela caminhasse para a felicidade.
Agora ele estava pronto para ir e executar a sua nova missão: Se reinventar.
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