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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Armadilhas do tempo


1 hora da tarde. O sol brilhava forte e o firmamento era uma imensidão azul.
O dia estava lindo e eu sentia uma enorme vontade de chorar, mesmo assim repreendia aquelas lágrimas com todas as minhas forças, pois sabia que depois da primeira muitas outras viriam logo em seguida.
Lutava para não ceder ao peso de tudo aquilo, mas o meu peito doía. Aguentaria por mais tempo?
Percebo que sempre pedi por ombros mais fortes, e nunca por cargas mais leves. Seria a orar de mudar a prece?

Eu estava realmente cansado daquela eterna correria, mas a vida, o acaso, o destino, ou seja lá o que for, não me permitia um descanso.
Acredito ser esse o preço pago quando se decide ser o senhor do próprio destino, automaticamente você é transformado em um guerreiro. E um guerreiro vive de batalhas.
Me sinto um tanto ingenuo por não ter desconfiado daquela estranha tranquilidade...
O destino estava preparando mais um desafio para mim. Armadilhas do tempo...
Lá estava eu novamente diante de uma montanha, era chegada a hora de mais uma escalada.
Se eu sentia medo? Sim! E muito, mas iria assim, com medo mesmo.
Decido que é hora de transformar todo aquele medo em força. E não, eu não estou feliz agora, porém as pessoas não precisam ser felizes para viver, elas precisam lutar.

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