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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Coisas que perdemos pelo caminho

A bolinha de papel voou acertando o balde. Era a terceira ou quarta folha que tinha o mesmo destino.
Ele não conseguia organizar seus pensamentos em palavras, mas eu o entendo.
Involuntariamente absorvemos tudo que esta ao nosso redor e escrever é colocar tudo isso para fora, mas como escrever sobre algo que se perdeu e a mente não consegue mais identificar?
O homem diante daquela folha de papel era um guerreiro, as cicatrizes que ele carregava era prova disso. Apenas um guerreiro seria capaz de chegar onde ele chegou, contudo sua preocupação no momento era responder a um único questionamento: Por que aquela vitória não veio acompanhada do sabor da felicidade?



Certa vez aquele guerreiro pediu ao tempo que fosse capaz de levar esperança as pessoas sem que elas notassem seu sofrimento. Seu pedido foi atendido, contudo o tempo cobrou seu preço e fechou os olhos do guerreiro guiando-o por mares desconhecidos, onde ele nunca imaginou estar, levando-o para longe de tudo que conhecia.
Se o tempo havia sido cruel? Talvez. Mas onde chegaria o guerreiro se não fosse o tempo?
Creio que se não fosse por ele os pensamentos do guerreiro ainda seriam os mesmos, sua visão das coisas não teriam mudado e suas feridas ainda estariam abertas.
Sim, o tempo não havia sido o mestre mais amoroso, porém foi ele o responsável por fazer o guerreiro ver o mundo de uma forma tão simples. Se outras pessoas tomassem o tempo como o seu senhor coisas seriam diferentes...
Porém o tempo é sábio e havia articulado tudo com muito cuidado, assim que o nosso guerreiro fosse capaz de organizar suas emoções ele iria perceber que o tempo não o privou da felicidade e sim o preparou para enxerga-la. E aí então ele será capaz de procurar a sua felicidade, buscando as coisas que perdeu pelo caminho...

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