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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mundo Cinza

Eu estava ansioso, havia passado praticamente toda a madrugada trabalhando naquele projeto, mas enfim estava pronto. Meu graffit era cheio de cores e vida, era impactante! Não havia como não percebê-lo ali, era a coisa mais viva que existia naquela rua acinzentada.
E eu não esperava a hora de ver as pessoas pararem para admirar o meu feito, corri pra casa e voltei no final da tarde, sentando-me em uma lanchonete no outro lado da rua, pedi um capuchino, estava frio.
O tempo passou e percebi que as pessoas se quer notaram a explosão de cores que ‘milagrosamente' haviam atingido aquela rua cinzenta, uma garotinha até tentou alertar sua mãe, mas ela a arrastou pelo braço prometendo-lhe um doce se ela se comporta-se bem.
Então fique ali sentado por alguns instantes,paguei a garçonete e voltei pra casa.
Quando a madrugada chegou voltei para ‘minha tela’, havia uma ultima coisa há fazer.
No outro dia um amigo me chamou as pressas, disse que eu precisava ver algo.
Estava de volta aquela rua cinzenta e um pequeno grupo de pessoas esta diante do muro, no qual eu havia grafitado nas duas madrugadas anteriores, mas eles não estavam apreciando a beleza das cores que nele se estampavam, suas atenções estavam voltadas para um circulo negro embaixo do meu desenho. Um senhor na calçada fazia um discurso inflamado sobre ‘ esses malditos vândalos’ e de como a segurança ali era falha, outro se perguntava: Que país é esse?
E então percebi, que por mais maravilhas que estejam ao seu redor, algumas pessoas sempre irão enxergar o lado negro das coisas.

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